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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O Teatro




Uma trupe de músicos da pesada quer te convidar a curtir música livre e de qualidade, arte independente e teatro num circo que é tudo de bom! E aí? Vai ficar de fora dessa?

 Tá, parei, não é filme da Sessão da Tarde, mas acho que você vai gostar! :D

 Olha só, O Teatro Mágico é banda, mas é também um circo contemporâneo.

Calma que eu explico...

É que os caras misturam teatro, circo, música, política, e tantas outras coisas de bom conteúdo que fomentam o debate, a crítica e a reflexão sobre os mais variados temas, que é impossível não parar para ouvir, ver e quiçá se apaixonar pelo trabalho deles.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Trupe das antigas!






Com um ritmo e cantar que muito me lembram as marchinhas carnavalescas, 13 músicos se revezam nos palcos, Brasil a fora, carregando nas costas um nome no mínimo curioso, mas de originalidade já reconhecida: estou falando da Trupe Chá de Boldo. Os componentes são: Ciça Góes, Felipe Botelho, Gustavo Cabelo, Gustavo Galo, Guto Nogueira, Julia Valiengo, Leila Pereira, Marcos Grinspum Ferraz, Pedro Gongom Manesco, Rafael Werblowsky, Rayraí Galvão, Remi Chatain e Tomás Bastos.
A banda formou-se entre os anos de 2005 e 2006 em Sampa e com esse objetivo mesmo, trazer um som diferenciado e carnavalesco. Possuía, no início da carreira, além das canções autorais as de personalidades como Caetano Veloso, Sidney Magal, Roberto Carlos e Jorge Mautner no repertório. E também nesses anos, a formação era bem menor, a banda foi aumentando aos poucos e claro o estilo também foi se moldando com o passar do tempo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Uno Hermano






Conhecido e presente na adolescência de muitos nós como vocalista da banda Los Hermanos, esse é Marcelo de Souza Camelo que desde 2008, aposta na carreira solo. Esse carioca é compositor, cantor, violinista, guitarrista e poeta. Ele passeia entre o MPB, Samba e o Indie Rock com uma voz que me dá uma tranquilidade imeeeeeensa.
É filho de Ernesto Camelo e da pintora naif (arte primitiva moderna, realizada por artistas sem preparação acadêmica) Ana Camelo. Teve seus primeiros contatos com o rock quando se tornou fã da banda Bon Jovi. E ao participar de uma fanzine voltada para a cena musical do Rio de Janeiro, na época da faculdade, se envolveu com o Indie Rock. Cursou jornalismo na PUC do Rio e mais ou menos na mesma época formou suas primeiras bandas. Antes de Los Hermanos (que teve seu primeiro álbum lançado em 1999), vieram as bandas Drive By, Barnabé e Minanina’s Popcorn.

Em 2001, já integrando a banda Los Hermanos, vieram os álbuns Bloco do Eu Sozinho e em 2003 Ventura, que entraram pra lista da revista Rolling Stone dos 100 maiores discos de música brasileira. Até o início de 2007, Marcelo Camelo manteve um blog no canal G1 da globo.com. Lá ele criava formas diferentes de postar crônicas e poemas, com algumas publicações datilografadas ou até mesmo manuscritas.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Phil Veras





É tão simples e fácil quanto o seu nome, gostar desse moço. Não sei se são os cachinhos ou a cara de menino, mas sei que ele é mais um da lista que nos representam muito bem, viu?! Com uma voz que lembra o atual Marcelo Camelo, letras levemente melancólicas e pinceladas de poesia somadas à um ritmo com a cara da banda Blitz, ele conquista qualquer um logo de primeira. Sim, ele mistura MPB com new wave e isso dá supeer certo!

Vindo da capital do Maranhão, no auge dos seus 20 poucos anos ele produz suas próprias músicas desde os 14. E há quem diga que ele é só mais um a reprisar essa nova onda de MPB em que estamos vivendo, mas eu duvido e refuto mesmo esses comentários! Afinal de contas, detectar tantas referências em um ser só, já não demonstra inovação?!
Ah, vale a pena constar que o fato de ele ser nordestino abrilhanta ainda mais o seu potencial né?! Com um jeitinho meio “nerd despreocupado”, ele nos leva para um ambiente totalmente praiano de pensamentos cotidianos, além de despertar aqueela vontade de não levar a vida tão a sério.. Acho que todos precisamos ouvir um pouco do Phil em momentos de crise, só pra lembrar que tudo pode fazer sentido, haha.


domingo, 2 de junho de 2013

Maria, Maria




... é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta! Essa é Mayra Corrêa Aygadoux, uma flor com jeito de moleca e voz de mulher. “Maria Gadú” é nome artístico, mas faz jus à simplicidade dessa moça que não precisou de muito para cair nas graças do povo.
O ritmo você já sabe: música popular brasileeeiríssimaa! Mas o que poucos tem conhecimento é que essa paulista de 26 anos, é filha de mãe brasileira e pai francês. E  que já aos 7 anos de idade, gravava músicas em fita cassete. Tinha um piano em casa e chegava a estudar 7 horas por dia. Mas não era muito sua praia, então começou com umas poucas aulas de violão e toca o mesmo, desde os 10 anos. Ela não gostava dos padrões das aulas, afinal de contas ela tem seu próprio estilo e o necessário para criar suas canções (e que canções!).

Revelou em algumas entrevistas que sua avó era cantora lírica e que isso fez com que ela crescesse ouvindo música clássica. Mas é fã de Lenine, Marisa Monte (na qual fez alguns covers) e cita até mesmo Sandy Júnior! Tímida e cheia de simpatia, fala das vezes em que sua mãe pediu para que deixassem ela cantar nos bares de Sampa e nas festas da família, quando tinha por volta dos 13 anos... Mas foi nas suas costumeiras andanças que aos 21, ela foi parar no Rio de Janeiro.


sábado, 1 de junho de 2013

Pitty sabor Agridoce



Estou aqui para falar de alguém mais e não alguém menos: Priscila Novaes Leone. A baianinha de 35 anos que é o nosso xodó no quesito rock. Essa moça decidida e de costumes pouco tradicionais nasceu em Salvador (graças à Deus!) e passou boa parte da infância em Porto Seguro. Seu pai, dono de bar e músico foi essencial nas suas influências musicais, tocando canções de figuras como Raul Seixas, Beatles, Elvis Presley e Lou Reed para a filha. Mas é claro que algumas bandas mais contemporâneas fazem a cabeça dessa moça também, como é o caso do AC/DC, Alice In Chains, Metallica, Muse, Faith No More e muitas outras.
Ela, que já é reconhecida pelo seu talento tanto dentro do Brasil, como fora dele, começou sua carreira como baterista na banda “Shes” entre os anos de 1997 e 1999 e iniciando-se como vocalista na banda “Inkoma”, na qual foi integrante entre os anos de 1995 e 2001. Pitty se formou na Escola de Música da UFBA e se descobriu fazendo o cover da música “Smells Like Teen Spirit” da banda Nirvana, em uma roda de um bar da capital.

Em 2003 ela lança seu primeiro álbum, agora da sua própria banda, intitulado “Admirável Chip Novo”. Esse título faz referência ao livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley que narra um hipotético futuro, onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais. O cd dela vendeu cerca de 812 mil cópias, além de consagrá-la no cenário nacional.


sábado, 11 de maio de 2013

Pra ser sincera...



... acho que você deve conhecer o Cícero também! Estou falando de Cícero Lins, esse carioca de 27 anos que também é uma grande promessa Indie brasileira. Sua carreira começou aos 16 anos, quando ele formou sua banda, a qual acabou se desfazendo em 2009.


Mas esse moço não parou por aí não, e assim como o SILVA, produziu todo o seu cd de forma independente, dentro do seu próprio apartamento. Lançou seu primeiro e até então único álbum, primeiramente na internet em 2011 e não por acaso o nomeou de “Canções de Apartamento”. O cd é composto por 10 faixas e como também estava disponível na rede, em pouco mais de um mês bateu a marca de 100 mil downloads! Suas músicas instrumentalmente são bem simples, mas se tornam atraentes pela graciosidade de suas letras e você pode ouvir o álbum completo bem aqui.
Cícero parece ter uma grande afinidade com o minimalismo, pois tudo que produziu até então é bem intimista, detalhista e valoriza um ambiente específico. Como por exemplo, no clipe Tempo de Pipa em que o cantor tenta a qualquer custo chamar atenção de uma moça durante um passeio de bonde, ou em Açúcar ou Adoçante em que ele narra provavelmente um amor perdido de dentro do seu apartamento, aproveitando todos os cantos do seu quarto para soltar a voz.



SILVA.



Sintético e aparentemente piegas, esse é o nome artístico do cantor Lúcio da Silva Souza. E com esse sobrenome, tá na cara que ele é brasileiro né?! Pois é, ironicamente fazendo uso de um dos sobrenomes mais comuns do nosso país, Lúcio é a descoberta mais original e fantástica de todos os tempos. Esse capixaba de 23 anos, chegou em 2011 de um jeito tímido e não demorou muito pra cair na graça do público.

Começou lançando um EP na internet com apenas 5 músicas, todas gravadas no seu próprio apartamento e com letras feitas em parceria com o seu irmão. Nesse EP, já é possível entrar no mundo multidiverso do SILVA e se sentir super em casa com suas pinceladas de eletrônico, piano, violino, bateria, baixo e guitarra. Chega dá uma canseira só de listar a quantidade de coisa que esse moço toca!


Também não é pra menos! Ele começou a estudar música aos 2 anos de idade, violino aos 6 e piano aos 7. Mais tarde vieram os instrumentos de banda como guitarra, baixo e violão juntamente com a sua participação em alguns grupos, fazendo até covers. Numa entrevista oferecida à revista VEJA da editora Abril, ele admite que teve uma adolescência erudita, mas que isso não significa que ele se limitou a ouvir o clássico. Diz que não tem preconceitos e sempre gostou de músicas pops.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Jeneciando



É só a sanfona começar anunciando que “Pra Sonhar” está tocando nos rádios que todos nós suspiramos. Tem como não gostar dessa música?! Com um ritmo leve, uma letra que provoca imeeeeeensa nostalgia e nos lembra que o amor vale a pena, Jeneci e Laura Lavieri entram em nossos corações.
Estou falando do paulista de 31 anos Marcelo Jeneci e a moça de 23 anos, também paulista e de cabelos ruivos que o acompanha em grande parte do seu disco. Os dois são parceiros desde 2007, ele como um instrumentista que descobrira a composição e ela como uma excepcional cantora! E são uma fofura juntos, temos de convir né?!

Aliás, essa habilidade com os instrumentos do Jeneci começou em casa! Ou ao menos, quase lá.. O pai dele, o pernambucano Manoel Jeneci, trabalhava consertando eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e instrumentos musicais. E o Marcelo que não era bobo, nem nada, treinava sanfona e piano nos instrumentos que chegavam para conserto. Foi lá, que o ilustríssimo cliente Dominguinhos o presenteou com uma sanfona de sua coleção, imagina só que honra?

Claricemania.


Seguindo a vibe de música nacional brasileira, venho hoje falar de Clarice Falcão.

Quem é ela :

Cantora, compositora, atriz e comediante, Clarice com seus 23 anos está conquistando o cenário brasileiro de várias formas. Bastante conhecida pela sua atuação nos videos do canal Porta dos Fundos, o canal brasileiro com mais subscribers e o meu preferido, deixando o Parafernalha em segundo. Através do canal foi postado o clipe da música Oitavo Andar, que é divertida com aquele toque sou-louco-mas-de-amor apresentado pela voz suave da cantora.


       Devo concordar com os comentários que vi no youtube que diziam que Clarice veio para iluminar a música nacional. Não, não estou dizendo que todo o resto é lixo. A questão é que a música brasileira está padronizada, os cantores que surgem não têm trazido inovações, as bandinhas de jovens que hora em hora pipocam têm todas as mesmas vozes, as mesmas batidas e uma qualidade desapontadora. Mas Clarice não. Clarice tem o seu estilo, que creio ter sido inspirado em Zoey Deschannel mas ainda assim, não uma cópia. O tom de voz suave, afinadíssimo, acompanhada de seu violão e ukelele, suas músicas são descontraídas, agradáveis e viciantes. Admito que constatemente me pego cantando as músicas dela.
       Entretanto tenho medo que ela se prenda muito nesse estilo e caia na mesmice. O álbum de estréia Monomania é muito bom e bastante homogêneo, o que pode ser bom ou ruim, por não ter nenhuma música que seja bastante diferente, como as cantoras pop fazem ao colocar uma música lenta no meio das batidas eletrizantes e vice-versa. O que podemos fazer no momento é esperar as próximas músicas e ver o caminho que Clarice irá seguir.
Tina.

domingo, 28 de abril de 2013

Acañada.



Promessa da música popular brasileira que não se descobriu desde pequena entre instrumentos? Hein? Essa é Ana Cañas e a última interrogação também é o nome do seu segundo disco, lançado em 2009. Foi nesse disco que ela se tornou sucesso com o single “Esconderijo”, trilha da novela da Globo “Viver a Vida”, lembra?!
Essa paulista se viu cantora no palco do teatro, aos 20 anos e talvez seja essa a razão de ela misturar o cênico em suas fotografias. É dona de uma voz afinadíssima, de letras poéticas e já tem em seu currículo parcerias com Gilberto Gil, Arnaldo Antunes e Nando Reis, tá pouco ou quer mais?!
 
Nando, inclusive, encantado com a moça chamou-a para uma participação no seu álbum “Drês” com a música “Pra Você Guardei O Amor” e não satisfeito, compôs até uma outra especialmente para ela, intitulada “Luz Antiga”. Sensível e espontânea, essa bela que tudo tem a ver com o Música em Grão vive de ritmo e preenche sua página oficial com versos de tirar o fôlego! Babe aqui com o talento dessa moça.



Monte de talento!



No início dos anos 80, enquanto nós brasileiros curtíamos o rock, uma adolescente carioca de 14 anos queria cantar ópera. Quem era essa? Marisa de Azevedo Monte, ou simplesmente para nós apaixonados : Marisa Monte.
Menina travessa, de estilo próprio e voz igualmente adjetivada seguiu seu sonho e aos 19 foi pra Roma, aprofundar seus conhecimentos líricos. Lá fez apresentações em bares, mas depois de alguns meses, não resistiu e voltou para as terras brasileiras. Veio ser nossa menina novamente, graças à Deus!

Clássica, sambista, ou segundo a crítica “eclética”, Marisa é um dos maiores expoentes da nossa música, tanto aqui como lá fora, disso não temos dúvida. Por isso, foram longos os 7 anos em que essa flor não nos brindou mais com gravações, nos fazendo pensar até que sua inspiração teria findado. Até parece! E é preenchida de felicidade que exclamo, senhores: ela voltooou! É verdade, meus caros, nossos tão glamourosos lábios vermelhos e cachos negros voltaram e tão ousados como sempre..!